A construção da narrativa a partir do ponto de vista da população negra, do sujeito negro que circula entre a periferia e o centro, as referências culturais, a contribuição e as mazelas da população negra são algumas das questões que permeiam o “Etnografia Suburbana”, primeiro álbum solo do rapper mineiro Roger Deff, MC que esteve à frente do Julgamento, um dos mais atuantes nomes do rap em Belo Horizonte, na ativa desde a década de 90.

O álbum traz 8 faixas e conta com a produção dos músicos Edgar Filho e Ricardo Cunha, respectivamente baterista e guitarrista do projeto solo de Roger Deff. Os demais músicos que participam do disco e acompanham Deff nos shows são Luiz Prestes (baixo), Michelle OliveiraCelton Oliveira (vozes) e o DJ Flávio Machado (toca-discos).

O registro conta ainda com as participações de artistas como Richard NevesLuciano Cuíca PlayFlávio Renegado Ricardo HD, irmão de Deff que também divide com ele os vocais no Julgamento.

Além das parcerias nas construções musicais, Etnografia Suburbana conta com o apoio de parceiros de longa data, no que refere-se à caminhada de Roger Deff. Todo o trabalho de design foi desenvolvido por Dokttor Bhu, designer que é também um dos MCs mais importantes da história do Hip Hop em BH. As fotos ficaram a cargo de Flávio Charchar, fotógrafo reconhecido na cidade e que foi guitarrista do Julgamento, banda criada por Deff.

A orientação de palco do show de lançamento fica a cargo de Sérgio Pererê, nome proeminente da música em Minas e amigo do rapper. Quem assina a mixagem é o DJ Giffoni, parceiro de longa data no Julgamento.

“Achei importante ter como parceiros, pessoas que entendem e acompanham essa trajetória, justamente para contribuir na tradução disso tudo, não apenas das músicas, mas nas outras formas de linguagens que vem a partir do álbum”, diz Deff.

O título “Etnografia Suburbana” refere-se às características culturais da população negra no Brasil, o álbum então traz este contexto da construção da identidade pelos símbolos e nomes importantes para essa história que também é de resistência. O trabalho traz o rap como a estética da narrativa ao mesmo tempo que passeia por outros ritmos negros que o rapper define como “essencialmente periféricos”, a exemplo do funk, o soul, o maracatu, o jazz e o ska. O trabalho foi viabilizado através de recursos do financiamento coletivo iniciado no final do 2018 e finalizado em março.

 O show de lançamento do álbum lançamento será no dia 10 de maio, a partir das 22h, n’A Autêntica (Rua Alagoas, 1172 / Savassi– Belo Horizonte). O show de abertura fica por conta do Poliphonicos, projeto que celebra a cultura dos toca-discos, encabeçado pelos DJs Flávio Machado e Preto C, com as participações dos músicos Helder Araújo e Luiz Prestes (respectivamente guitarra e baixo da banda Julgamento). Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Roger Deff foi um dos fundadores do grupo Julgamento, nome de grande importância para o hip hop em BH. Além dos álbuns do Julgamento “No Foco do CAOS” (2008), “Muito Além” (2011), “Boa Noite” (2018) Roger Deff participou de trabalhos de artistas do cenário de Belo Horizonte como Deco Lima e o Combinado, Djambê, Rodrigo Borges, Radical Tee, Dokttor Bhu e Shabê e Cromossomo Africano. Em sua trajetória Roger Deff também dividiu palcos com artistas como Milton Nascimento, Rodrigo Borges, Marku Ribas, Black Sonora, Berimbrown, Negra Li, Flávio Renegado e Sergio Pererê.

Nos shows o rapper segue acompanhado por Celton Oliveira e Michelle Oliveira (vozes), Ricardo Cunha (guitarra), Luiz Prestes (baixo) e DJ Flávio Machado (toca-discos) e Edgar Filho (bateria). Roger Deff é também apresentador e produtor do programa Rimas e Recortes (Rádio Inconfidência).

Serviço:

Artista: Roger Deff
Data: 10/05 (sexta-feira)
Horário: a partir das 22h
Local: 
A Autêntica (rua Alagoas, 1172 / Savassi – Belo Horizonte-MG)

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)