A multiartista lança no festival do Recife seu novo disco, Desmanche, um álbum que reflete sobre o momento político do Brasil atual

Um senso de urgência permeia o novo disco de Karina Buhr, Desmanche. Munida de tambores, guitarras e poesia, a cantora, compositora e percussionista chega com o desejo de discutir o tempo presente, de refletir sobre o momento político do Brasil. A artista baiana radicada em Pernambuco faz a estreia do show deste álbum no Recife no palco do Rec-Beat, no dia 22 de fevereiro no Cais da Alfândega, no Recife.

O show de Karina Buhr no Festival tem a chancela Revista Continente Convida e faz parte das comemorações dos 25 anos do festival. A Continente é uma revista pernambucana de cultura editada pela Cepe Editora e tem como objetivo propor reflexões e debates aprofundados sobre arte, cultura e questões sociais.

O quarto disco de Karina Buhr traz letras que falam do sentimento atual de instabilidade no país e comenta sobre o desmanche político e social que vivemos. Mas o trabalho também mostra que é preciso respirar, e por isso temos a presença de uma poética que pede serenidade e humor para lidar com o mundo ao nosso redor.

De um lado, Karina calça seu coturno, chuta a porta e rola no chão em faixas como: “A Casa Caiu“, “Sangue Frio” (que já tem clipe) e “Temperos Destruidores” e de outro anda descalça pela grama e arrepia corações em faixas como “Amora” (de perfume brega), “Peixes Tranquilos” e “Nem Nada”.

A multiartista traz de volta à seus tambores, instrumentos que a introduziram no universo musical em 1994, nos maracatus Piaba de Ouro e Estrela Brilhante do Recife, em cavalos marinho, afoxés e rodas de côco em Pernambuco. Este disco (e show) não tem bateria: é percussão no talo, guitarra, baixo e programações eletrônicas, que se desdobram para criar diferentes climas.

Desmanche explora tanto o caos que estamos todos vivendo no mundo – de esgotamento de recursos naturais e de velhas ideias – como a calma em que às vezes nos recolhemos e muito por elas também sobrevivemos”, pontua Karina Buhr.

O show coroa uma relação antiga da artista com o Rec-Beat. Karina foi responsável por shows cheios de catarse em mais de uma ocasião. Em 2013 ela trouxe ao palco do festival o lançamento do seu segundo trabalho, Longe de Onde. Em 2015 lançou o seu elogiado Selvática, ano em que também assinou a arte do festival.

Atrações confirmadas

O Rec-Beat antecipou alguns nomes desta edição comemorativa de 25 anos. A primeira foi a cantora, compositora e violonista baiana Josyara, que traz ao festival faixas de seu aclamado disco, Mansa Fúria. Quem também sobe ao palco é Ana Frango Elétrico, artista e instrumentista carioca com seu Little Electric Chicken Heart, um dos mais elogiados trabalhos da nova música popular brasileira. Em seguida foi a vez de Hot & Oreia, dupla revelação do rap brasileiro. Também anunciamos Flaira Ferro, cantora e compositora recifense que lança no festival seu novo disco, Virada na Jiraya, a banda Liniker e os Caramelows e Black Flower (da Bélgica), primeira atração internacional confirmada.

Serviço:

Data: 22 de fevereiro de 2020  (sábado)
Início do festival: 19h30
Local: Cais da Alfândega, Recife, Pernambuco
GRATUITO, AO AR LIVRE, ABERTO AO PÚBLICO
Informações: www.recbeatfestival.com