A ideia principal para Meias Palavras, novo single de Fabio Brazza, surgiu a partir de um rap antigo de um grande nome da música. “Canão foi tão bom”, do Sabotage, rima palavras pela metade de um jeito único e original em dois versos, o suficiente para inspirar Brazza, André Drum e Caio Paiva a compor uma letra inteira nesse estilo para o álbum Isso não é um disco de rap. A partir do dia 4 de março, a música estará disponível em todas as plataformas de streaming e o clipe poderá ser assistido no canal do Fabio Brazza no YouTube.

As traduções de seus sentimentos e angústias em rap e poesia seguem um caminho diferente no processo criativo do novo som: “Tem letras que são guiadas por sentimentos fortes, a partir deles eu vou tentando selecionar palavras para botar para fora o que eu preciso falar. No caso dessa música, aconteceu o contrário, foi a brincadeira com as meias palavras que foi garimpando o conteúdo. Ela trouxe meu lado poeta que gosta de brincar com as palavras”, explica o rapper.

Escrevendo sobre ele mesmo, o cenário do rap e a sociedade, Brazza afirma que o tom crítico da nova música fluiu naturalmente durante o processo de composição. O verso de protesto encaixou-se com o boom bap e as influências do rap dos anos 90 presentes no single, e ajuda a dar sentido ao uso das palavras pela metade. “É tão óbvia a situação e a crítica que eu estou fazendo que não preciso nem terminar as palavras para você entender. As mazelas estão estampadas no jornal, na TV, no nosso dia-a-dia, escritas sem precisar de palavras, por isso eu termino a música afirmando que para bom entendedor, meia palavra basta”, comenta.

Confira “Meias Palavras”:

Sobre Fabio Brazza:

Rapper, poeta e improvisador, Fabio Brazza é revelação no cenário musical brasileiro. Neto do poeta concreto Ronaldo Azeredo e sobrinho neto do também poeta Augusto de Campos, publicou seu segundo livro infantojuvenil, Anel de Giges, com prefácio de Clóvis de Barros. Brazza está com o projeto de divulgar uma música nova por mês até o lançamento de seu quinto álbum, Isso Não É Um Disco de Rap, previsto para o primeiro semestrede 2020.
Com fortes referências do samba e da poesia, suas músicas mesclam rap, soul, funk, jazz e vertentes brasileiras, promovendo a fusão entre crítica social, ritmo e poesia. O cantor já dividiu microfone com grandes nomes da música como Gabriel o Pensador, Arnaldo Antunes, Paula Lima e Chali 2na, do Jurassic 5. Seu último álbum, Colírio da Cólera, conta com participações especiais de Negra Li, Marina de la Riva e Cynthia Luz.