
MEC e Lideranças do Hip-Hop Debatem Criação da Escola Nacional da Cultura Hip-Hop
O Ministério da Educação (MEC) realizou, no último dia 26 de janeiro, uma reunião técnica…
O Ministério da Educação (MEC) realizou, no último dia 26 de janeiro, uma reunião técnica estratégica para debater a criação da Escola Nacional de Hip-Hop. O encontro reuniu representantes do movimento de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal para discutir a integração da cultura urbana como ferramenta pedagógica no fortalecimento do desempenho escolar e na promoção da equidade racial.
Hip-Hop como Eixo da Política Nacional de Equidade
A proposta de criação da escola está inserida na Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). Atualmente em fase de desenvolvimento, esta política estrutura-se em quatro eixos fundamentais:
- Coordenação entre entes federativos;
- Formação de educadores;
- Produção de materiais de apoio didático;
- Valorização dos saberes culturais periféricos no ambiente escolar.
O objetivo central é ampliar a representatividade de estudantes negros e moradores de periferias, utilizando o Hip-Hop para gerar engajamento e desenvolvimento humano.
Projeto H2E: Fortalecendo os Cinco Elementos
Durante a reunião, foi apresentado o projeto H2E – Hip Hop e Educação. A iniciativa foca no fortalecimento dos cinco elementos fundamentais da cultura — Breaking, DJ, MC, Graffiti e Conhecimento — através de oficinas práticas e teóricas. O projeto aposta no protagonismo juvenil e na participação ativa das comunidades periféricas para a construção de políticas públicas que transformem a realidade educacional brasileira.
Visão Estratégica
Para os representantes do movimento e técnicos do MEC, o Hip-Hop é uma ferramenta de educação que salva vidas. O foco estratégico do encontro foi alinhar ações que garantam que a voz da periferia seja potencializada por meio de editais e ações diretas do Governo Federal.
Próximas Etapas e Participação Social
Ao encerramento do encontro, as partes afirmaram que a expectativa é de que a proposta avance nos próximos meses. O cronograma prevê novos ajustes técnicos, diálogos contínuos e a ampliação da participação da sociedade civil na construção final do projeto da Escola Nacional.