
Crise Precoce: Flamengo se Torna a Primeira Vítima do Novo Formato dos Estaduais
O atual campeão da Libertadores vive uma situação inusitada e perigosa no início desta temporada.…
O atual campeão da Libertadores vive uma situação inusitada e perigosa no início desta temporada. O Flamengo ocupa atualmente a lanterna do Campeonato Carioca, tornando-se a primeira grande potência a sofrer com os efeitos colaterais do novo modelo dos Estaduais — agora mais curtos e com margem de erro reduzida.
A Tempestade Perfeita: Intercontinental e Férias
A situação rubro-negra é fruto de uma combinação de fatores. Devido à disputa da Copa Intercontinental em dezembro passado, o elenco principal encerrou 2025 mais tarde que seus rivais. Com a necessidade de cumprir as férias regulamentares e a proximidade da estreia do Brasileirão em janeiro, o clube optou por iniciar o Carioca com a equipe sub-20.
No entanto, os resultados não vieram. Enquanto concorrentes como Botafogo, Vasco e Fluminense anteciparam suas reapresentações, o grupo comandado por Filipe Luís voltou aos trabalhos há apenas uma semana, criando um abismo de preparação física e técnica.
Dilema na Gávea: Clássicos e Riscos
Com apenas três jogos restantes na primeira fase, o Flamengo enfrenta uma encruzilhada. O calendário reserva dois confrontos decisivos nesta semana: o clássico contra o Vasco (quarta-feira) e contra o Fluminense (domingo). A diretoria e a comissão técnica precisam decidir entre:
- Manter o Sub-20: Elevando o risco de uma disputa inédita contra o rebaixamento.
- Apressar os Titulares: Expondo atletas mal preparados a um clássico de alta intensidade, com risco de lesões.
Entenda o Risco de Rebaixamento
Embora a queda direta seja improvável para um elenco desse porte, as “letras miúdas” do regulamento preocupam. Caso termine nas duas últimas posições de seu grupo, o Flamengo terá que disputar um quadrangular de rebaixamento. Esse torneio de ida e volta ocuparia seis datas do calendário, justamente em um período onde o clube terá estreias no Brasileirão, Libertadores e a decisão da Supercopa do Brasil.
A mudança feita pela CBF visou um Brasileirão mais confortável, uma prioridade necessária. O Flamengo não errou ao priorizar o descanso e a pré-temporada, mas está sentindo na pele as consequências de um Estadual que não perdoa inícios lentos.
O incômodo na Gávea é real. O desafio agora é gerir a pressão dos resultados imediatos sem comprometer a excelência física exigida para as grandes decisões que o clube terá ao longo de todo o ano de 2026.