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Bad Bunny no Super Bowl: Os 5 momentos que marcaram o show e enfureceram Donald Trump

Com participações de Lady Gaga e Ricky Martin, a apresentação exaltou a identidade latina e…

Com participações de Lady Gaga e Ricky Martin, a apresentação exaltou a identidade latina e provocou reações imediatas da Casa Branca; entenda os simbolismos.


O intervalo do Super Bowl LX, realizado neste domingo (8), entrou para a história como o mais político de todos os tempos. Protagonizado por Bad Bunny, o show não apenas celebrou a música, mas foi um manifesto sobre a cultura latino-americana e a soberania de Porto Rico. A apresentação provocou a fúria do presidente Donald Trump, que classificou a performance como “repugnante” e uma “afronta à grandeza da América”.

Baseado no premiado disco “Debí Tirar Más Fotos”, o espetáculo foi quase inteiramente em espanhol, desafiando a hegemonia do inglês na TV americana. Confira os pontos cruciais que definiram a noite:

1. Porto Rico no Centro do Palco

Bad Bunny trouxe cenários que reproduziam a vida cotidiana de sua ilha: trabalhadores rurais, idosos jogando dominó e a famosa “casita” — uma réplica de uma casa típica porto-riquenha. No palco, ele reuniu celebridades latinas como Cardi B, Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba, além de introduzir o “perreo”, dança tradicional da ilha, para uma audiência global de milhões de pessoas.

2. Casamento Real e Lady Gaga

Em um momento inusitado, o artista oficializou um casamento real durante o show. Um casal que havia convidado o músico para sua cerimônia acabou subindo ao palco. Bad Bunny serviu como testemunha e assinou a certidão. A trilha foi embalada por Lady Gaga, que acompanhada por uma banda de salsa, cantou “Die With a Smile” antes de ser puxada por Benito para dançar em “Baile Inolvidable”.

3. A Conexão “Nuevayol”

A faixa “Nuevayol” destacou a relação histórica entre Porto Rico e Nova York. O cenário imitou as famosas “bodegas” e contou com a presença de Toñita, do Caribbean Social Club. Em um gesto simbólico, o cantor entregou um Grammy a uma criança que o assistia por uma TV cenográfica, vestida com roupas inspiradas em sua própria infância.

4. Crítica ao Imperialismo com Ricky Martin

Um dos momentos mais densos foi a aparição de Ricky Martin. Juntos, cantaram “Lo que le pasó a Hawaii”, música que critica o impacto do imperialismo americano no arquipélago havaiano em 1898. A letra serviu como um alerta direto sobre o futuro de Porto Rico, reforçando a mensagem de independência e preservação cultural.

5. O “Apagão” e a Redefinição de América

Ao entoar “El Apagón”, Bad Bunny subiu em um poste e simulou um blecaute no estádio — uma referência direta à negligência governamental e à destruição da rede elétrica de Porto Rico após o furacão Maria em 2017. O encerramento veio com uma lição de geografia política: ao segurar uma bola com a frase “Juntos, somos a América”, o cantor listou todos os países do continente, do Sul ao Norte.

“Deus abençoe a América. Ou seja: Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Brasil, Colômbia…”, declarou o artista, finalizando com Porto Rico e a mensagem no telão: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”.

Contexto Político:
O tom crítico do show ocorre em um período de tensão nas relações entre o governo dos EUA e a comunidade imigrante, consolidando Bad Bunny como a voz de resistência da diáspora latina.