Aconteceu em Brasília no último fim de semana, nos dias 23 e 24 de novembro, o Festival Internacional de Cultura Periférica Favela Sounds.

O evento, que é uma realização da Um Nome Produção e Comunicação, levou ao palco vários artistas de estilos musicais diferentes.

Além das atrações musicais, o Favela Sounds promoveu durante a semana shows, oficinas e debates nas escolas públicas do DF e no sistema socioeducativo, tratando de diversos assuntos como empreendedorismo de quebrada, produção musical e novas perspectivas para ressocialização dos jovens que se envolveram com o crime. Também foi realizada uma feira para que os empreendedores de quebrada pudessem expor e vender seus produtos.

Sempre com o objetivo de ocupar o centro do poder com a juventude periférica que se mantém ou é mantida afastada dos cartões postais da capital do país, a organização providenciou transportes de ida e volta saindo de vários locais do DF.

“Mais uma vez estamos ocupando o centro político do país com uma programação que não costuma chegar neste local. E agora, assumindo a estética do Afrofuturismo, desde a brilhante identidade visual criada pelo artista gráfico Pomb, até a representatividade dos artistas elencados”, comemora a coordenadora geral do festival Amanda Bittar.

Com uma ótima organização e estrutura, a festa esteve cheia durante os dois dias e o palco foi tomado por expoentes da música periférica de vários estilos, como o rapper Don L, as cantoras Drik Barbosa e Flora Matos, La Fúria, Deize Tigrona, Rico Dalasam, Terra Preta, Pepita e vários outros.

O festival ainda homenageou o Mr. Catra que foi o primeiro incentivador do Favela Sounds. Um evento repleto de diversidade e acima de tudo representatividade.

Essa foi a terceira Edição do Favela Sounds que já se tornou uma festa tradicional do DF.