Quase um ano após o seu desaparecimento a busca pelo rapper Kaique Sabotinha chegou ao fim de maneira trágica.  Um exame de DNA confirmou que os restos mortais encontrados no dia 25 de outubro, na zona rural de Aparecida de Goiânia são de Kaique.

“A gente agora vai analisar se existe algum projétil alojado nos ossos”, adiantou o delegado que cuida do caso do desaparecimento do adolescente, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) ao Portal Dia Online, delegado Valdemir Branco. “Não posso falar mais.”

O pai do jovem, Jonas Melo, confirmou para a reportagem que, agora, “parte da história teve um fim”. “A gente não sabe como fica. Não sabe se é alivio ou se fica pior”, disse, assim que pegou o resultado do exame ao Portal Dia Online.

Entenda o caso Sabotinha

Aos 17 anos, considerado uma grande promessa do Rap Goiano, Kaíque Liberato de Melo, trilhava seu sonho de viver da música, o apelido “Sabotinha” vinha além da semelhança física, também de sua grande inspiração no ícone do Rap Nacional,  Sabotage, morto em 2003.

O sonho de Kaíque chegou ao fim assim como o de Sabotage. Em novembro de 2017 homens armados invadiram sua casa no bairro Colina de Homero, em Aparecida de Goiânia. O trio estava vestido de preto, com bonés e óculos escuros, abriu o portão sob os gritos de: “Não corre, não. É polícia”. Enquanto pediam para Sabotinha entregar uma arma e ameaçá-lo de prisão, o irmão dele, Kamn Liberato, ficou deitado no chão da cozinha de costas, em silêncio, com medo de morrer. Os homens subiram no telhado e reviraram a casa. Nada foi encontrado, alegando possuírem um mandato de busca e apreensão Sabotinha, que não tinha nenhuma passagem e envolvimento com o crime, foi levado em um Ford Fiesta preto descaracterizado e nunca mais foi visto. Ontem, 09/11/2018, foi confirmado que foi assassinado.

As investigações continuam e o pai informou ainda não saber a data do enterro do filho.