Em seu primeiro lançamento solo, ele provoca em estilo rocksteady

“Meu salário tá defasado.
Inadmissível, me sinto explorado”. 
Se identificou?

Assim começa a mais nova provocação proposta pelo rapper BNegão, neste que é seu primeiro lançamento solo. A música é uma regravação turbinada da original de 2006: uma parceira com a extinta Firebug (banda paulista de ska, da qual faziam parte o produtor e baixista novaiorquino Victor Rice e o vocalista Maxado, que repete a parceria nesta nova versão, emprestando voz e melodia para o refrão).

“Injustiça” é um rocksteady (estilo made in Jamaica, que nasceu entre o ska e o reggae) cantado cem por cento em português. A letra irônica e questionadora de BNegão segue atemporal, enquanto o vocal é melódico e suave, em contraponto total com o que está sendo dito nas linhas (e entrelinhas). A faixa, produzida pelo próprio rapper, está lançada digitalmente a partir desta sexta-feira, 29 de novembro.

Este é o primeiro de uma série de lançamentos de BNegão, em paralelo à tour de despedida do projeto BNegão & Seletores de Frequência. Vale lembrar que os Seletores seguem como banda instrumental e com disco de estreia programado também para 2019, pelo selo Rockit! de Dado Villa-Lobos.

Na faixa “Injustiça” temos a participação dos Seletores Robson Riva (bateria e backing vocal), Nobru Pederneiras (baixo e slide guitar) e Pedro Selector (trompete). Junto a eles está Marco Homobono (da banda de ska carioca Los Djangos) e o trombonista Bidu Cordeiro (Paralamas do Sucesso), responsável pelo solo memorável que finaliza a música.

Confira “Injustiça”:

No lado B do single, temos uma versão instrumental onde a slide guitar de Nobru (que também é guitarrista do Planet Hemp, banda da qual BNegão é vocalista ao lado de Marcelo D2) assume o comando total e nos leva numa viagem psicodélica em meio aos graves, médios e agudos.

Lado A, lado B.
Lado B, lado A.

Em tempos de terraplanismo e grandes questionamentos do sistema judiciário nacional, as rimas de BNegão se mostram ainda extremamente afiadas, necessárias e pertinentes.
Big Up!