Desde o lançamento do disco “Nó na Orelha”, em maio de 2011, o MC, cantor e compositor Criolo já apresentou o repertório de seu premiado álbum em mais de 100 shows realizados no Brasil e em outros onze países. Depois de passar por Buenos Aires, na Argentina, e Nova York, nos Estados Unidos, tocou ao lado do ícone do ethio-jazz Mulatu Astatke em Londres, cativou plateias de todas as idades em Paris, Milão e Roma e integrou o line-up de um dos maiores festivais de música do mundo, o Roskilde, na Dinamarca. Apresentou-se pela primeira vez em Los Angeles e voltou a Nova York, dessa vez para tocar no festival Summer Stage, no Central Park, onde encerrou sua primeira e elogiada turnê internacional. A segunda turnê for a do Brasil, realizada em novembro e dezembro de 2012, passou por onze cidades em países como Alemanha, França, Inglaterra, Suiça, Bélgica, Portugal e Países Baixos.

Os shows de Criolo têm direção musical de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, também produtores do disco. No palco, Criolo se apresenta acompanhado de sua banda, que conta com os produtores Daniel Ganjaman (teclados) e Marcelo Cabral (baixo elétrico e acústico) e Guilherme Held (guitarra), Maurício Badé (percussão), Thiago França (sax tenor e flauta), DJ Dan Dan (voz) e Sérgio Machado (bateria).

O repertório do show conta com canções do álbum “Nó na Orelha”, um dos mais comentados e premiados discos de 2011: “Bogotá”, que celebra a influência da música africana com sax tenor de Thiago França; o clássico imediato “Não Existe Amor em SP”, que exibe poesia e interpretação que não deixam dúvidas a respeito da força da composição e da garganta de Criolo; “Freguês da Meia-Noite”, samba canção acirrado por arranjo de cordas certeiro e um dos hits dos shows; “Sucrilhos”, que ressurge com novo arranjo para os já conhecidos versos “Pode colar mas sem arrastar. Se arrastar, favela vai cobrar. Acostumado com Sucrilhos no prato, morango só é bom com a preta de lado”. “Subirudoistiozin”, “Lion Man“ e “Grajauex” completam a lista de raps defendidos pelo MC no palco.

Totalmente autoral, “Nó na Orelha” traz dez faixas com produção de Daniel Ganjaman (ex-Planet Hemp e produtor de discos de nomes como Nação Zumbi e Sabotage ) e Marcelo Cabral. O álbum foi gravado e mixado em 2010 por Daniel Ganjaman e masterizado por Fernando Sanches no estúdio El Rocha (gravações adicionais estúdio Fine Tuning).

Sobre Criolo – Aos 37 anos, 25 deles dedicados ao rap, Kleber Gomes, o Criolo, lançou seu primeiro álbum de canções, “Nó na Orelha”, em maio de 2011, com apoio da Matilha Cultural. Criolo é multi-talentoso. Compositor de canções contundentes e letras bem construídas, destila versos habilidosos como MC, sem necessariamente utilizar-se de rimas para tal, e profere vocais que surpreendem pela beleza e versatilidade.

Paulistano nascido no bairro de Santo Amaro e criado no Grajaú, Kleber Gomes mune-se de agressividade, humor e delicadeza para criar seu “Nó na Orelha”. Com igual domínio compõe e entoa genêros diversos como samba, afrobeat, bolero, reggae, rap e romântico. Criador da Rinha dos MCs, uma das festas mais autênticas do hip hop dedicada às batalhas de improvisação, Criolo não deixa de representar sua raíz musical em “Nó na Orelha”.

O MC escreveu seu primeiro rap aos 11 anos e sua primeira canção aos 25. “Ainda há Tempo”, seu primeiro registro em estúdio, em 2006, trazia apenas uma canção, ”Aprendiz”. Mesmo sem lançamento oficial, a tiragem de mil unidades esgotou em poucos dias. Apreciador de sambas e fados e compositor compulsivo, Criolo aguardava a oportunidade de apresentar suas canções em um disco produzido de modo diferente do consagrado pelos talentosos beat-makers de seu universo.

Com apoio do centro cultural independente sem fins lucrativos Matilha Cultural – que viabilizou a produção de “Nó na Orelha” – conheceu Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral. O processo de gravação e produção do disco aproximou Criolo de uma nova cena e rendeu inclusões de suas músicas nos discos do produtor Gui Amabis (Memórias Luso Africanas) e do projeto 3 na Massa, ainda inédito, e uma interpretação sensível da canção “Ribeirão”, no disco Bahia Fantástica, de Rodrigo Campos. “Nó na Orelha” foi editado em vinil e CD, com arte de Ricardo Fernandes na capa. A edição em CD traz uma versão dub, remix de Daniel Ganjaman, da música “Samba Sambei” como faixa bônus.

“Nó na Orelha” foi lançado na Europa em junho de 2012 pela Sterns Music, gravadora baseada em Londres desde 1983 e especializada em títulos de música africana, que, entre outros, lançou o cultuado álbum “Mama Afrika” de Miriam Makeba. O catálogo da Sterns conta com mais de 3 mil álbuns, entre eles os brasileiros “Beleza! Beleza!! Beleza!!!”, do Trio Mocotó, e “Rádio S.AMB.A.”, da Nação Zumbi.

VIA: criolo.net