Salve galera, retorno novamente com uma Sexta Nostálgica, nem vou falar que é pesada por que seria pleonasmo.

A indicação de hoje é de um som que trilhou minha adolescência e, com certeza de muita gente que curtiu rap naquela época: Mortos Amados do Cirurgia Moral.

Essa música é parte do álbum “Respeito a quem merece” de 1998, que em minha opinião é o melhor lançado pelo grupo, pois todas as músicas sem exceção são pancadas.

Dá um play e curti a qualidade do som, que fazendo jus ao nome lembra dos manos que partiram, levados pela violência que sempre assolou não só nossa quebrada (Ceilândia), mas todas as outras. É muita nostalgia, não só da música e da época, mas também daqueles que não estão mais conosco.

“Ei Deus eu peço por favor, traga paz pra Ceilândia ou a quebrada que for”.

Cirurgia Moral

Sexta NostálgicaO Cirurgia Moral iniciou suas atividades em 1993 no Distrito Federal, com Rei (MC) e os DJs China e W. Após realizar diversos shows por Brasília, lançaram uma fita demo para conseguir uma gravadora para o lançamento do primeiro disco. No ano seguinte, o primeiro álbum foi gravado e colocado no mercado pelo selo independente Discovery: Cérebro Assassino. Foi lançado apenas no formato de vinil, contando com faixas acústicas e a participação do grupo Câmbio Negro. O disco vendeu 6 mil cópias e fez com que Cirurgia Moral fosse escolhido como o grupo “Revelação do Ano” na categoria Rap em um evento da Metrô FM de São Paulo.

Em 1995, o grupo contou com a participação de DJ Jamaika, ex-Câmbio Negro, para produzir o segundo álbum, este intitulado A Minha Parte eu Faço, que foi feito apenas por Rei e o DJ W. As músicas que obtiveram maior sucesso foram “Gospel Gangsta” e “Falsa Malandragem”, que ajudaram a venda a girar em torno das 12 mil cópias. Em 1998, o grupo fez a regravação do CD Cérebro Assassino com a inclusão de três faixas bônus e logo em seguida lançou o terceiro álbum, Respeito a Quem Merece. Ele mostra a evolução na maturidade dos dois integrantes, que comporam músicas com grande repercussão na periferia brasileira, nomeadamente “Mortos Amados”, “Quem Vive do Crime – Sinal da Cruz”, “Dorme Neném” e a faixa título. Após, o grupo lançou outro álbum, Cara Você Vive, Coroa Você Morre.Em 2008, Rei e W agora contando com a participação de Kabala, lançaram Num Dá Nada… Se Der é Pouca Coisa, que contou com aparições especiais de Tribo da Periferia, Realidade Cruel, Inquérito e DJ Jamaika. E 2010 ele lança um CD com Duckjay (Tribo Da Periferia) chamado ” Latro – Terra De Gladiador “.

Hoje Rei segue carreira solo como rapper gospel com o nome de “Rei Servo”.

[DOWNLOAD DOS CD’S]

Sexta Nostálgica

É um projeto onde postamos aqueles sons que deixaram saudades.

[VER OUTRAS SEXTAS NOSTÁLGICAS]