Um projeto de lei de Romário (deputado federal pelo PSB-RJ), que tramita na Câmara desde o mês de novembro e que prevê a regulamentação das profissões relacionadas o movimento hip-hop, teve repercussão internacional.

O site da revista “Spin” comentou o caso alfinetando o ex-jogador ao escrever que ele “não gosta de rap de má qualidade”, após ter acesso à matéria publicada no jornal “Folha de S. Paulo” por meio de um post no Twitter de Simon Romero, jornalista do “New York Times”.

O projeto de lei defende que profissões como DJ, MC (mestre de cerimônias), rapper, grafiteiro e atividades ligada ao beat box e à dança de rua necessitem de curso técnico de capacitação profissional ou comprovação da execução da atividade de forma ininterrupta no ano anterior à publicação da lei (caso a aprovação ocorra) para sua realização.

A matéria norte-americana ainda comenta que, após a ajuda do Google Tradutor para conseguir entender a língua portuguesa, eles conseguiram compreender que a comunidade hip-hop brasileira preferiria se regulamentar sozinha, sem a interferência do governo.

O texto do jornal brasileiro acrescenta que já existe no Facebook um grupo chamado “Romário Deixe o Hip Hop em Paz!!!”, com 1,8 mil participantes, que visa impedir a aprovação do projeto de lei. Segundo músicos, a exigência de ensino dificultaria o acesso ao hip-hop.

“Uma cultura que nasceu na rua não pode ser institucionalizada”, disse o rapper Clodoaldo Arruda, 40, à “Folha de S. Paulo”. Segundo ele, os grupos pretendem convidar Romário para uma audiência pública em março, em São Paulo. Por meio de sua assessoria, Romário afirmou que aceitaria o convite.

Segundo a assessoria, Romário “assumiu o compromisso de lutar pela regulamentação das profissões ligadas ao hip-hop, por entender que a informalidade permitia que outras pessoas e não os verdadeiros artistas lucrassem com o movimento”.

VIA: UOL