O Grupo de Ceilândia-DF, Sobreviventes de Rua, lançou essa semana o álbum “O Rap é Música“. Na correria desde 1997, Preto Beto, BudaRebeca Realleza e Henrique EXP, vinham desde o lançamento da faixa “Melanina” dando uma amostra de como o álbum viria e temos certeza que os fãs não se decepcionaram.

Sobreviventes de Rua é um daqueles grupos com anos de história, mas que não estacionaram, pelo contrário, sempre buscando a evolução sem abandonar a luta. E é essa a marca desse novo trabalho. É importante ressaltar que SDR carrega em si a alma da Ceilândia e ela foi jogada no álbum. As músicas são a luta diária de todos nós que moramos aqui, e digo que mesmo se eles quisessem não conseguiriam deixar de ser combativos, pois filhos da Ceilândia nascem para lutar até o fim.

As 11 faixas tratam de diversos assuntos, sempre carregada de ideologia. Até Melanina que é uma música com um toque mais de declaração de amor, é também recheada de exaltação à cultura e consciência negra. A minha preferida (acho que todo mundo sabe porque nos shows fico só pedindo ela), é Resiliência  Periférica, apesar de ter curtido todo o álbum, pois nessa Henrique EXP entrega o coração cantando toda sua trajetória, seu retorno e sua própria resiliência, sem falar no refrão maravilhoso da Rebeca Realleza.

Particularmente afirmo que é um álbum que vale a pena,  que traz o respeito pelo Rap DF. Se você precisa alimentar sua mente dê o play  e comente aí o que achou.