Ele concorda quando Papa afirma que ‘sem justiça social não haverá paz’. ‘Continuo relevante porque não tem muita gente fazendo o que eu faço’, diz.

“Monstrão”, novo EP de MV Bill, está disponibilizado desde o dia 29 de julho em seu canal no YouTube. Para a capa do sexto trabalho de sua carreira, com produção independente, o rapper foi retratado pelo famoso fotógrafo Bob Wolfenson. O álbum também conta as participações de Kmila CDD, irmã de MV Bill, e de Maira Freitas, filha do sambista Martinho da Vila.

Ele conta que desde o sucesso da primeira parte de “Estilo vagabundo”, seus shows ficaram mais “floridos”. No entanto, a “denúncia social” se faz presente em músicas como “O soldado que fica”, sobre a ação das Unidades de Polícia Pacificadora no Rio. “O Papa Francisco disse que sem justiça social não haverá paz e é o que eu penso também”.

MV Bill afirma que usou máscara para participar de um protesto sem ser reconhecido e critica quem fez músicas querendo “entrar na onda”. “Eu vi alguns artistas tentando compor rapidamente com essa temática e a maioria das que eu ouvi ficou desastrosa”, diz. Autor de “Falcão: Meninos do tráfico”, o rapper ainda conta que prepara um novo livro com o parceiro Celso Athayde, fundador da Cufa (Central Única das Favelas), e que está recebendo muitos convites para trabalhos no cinema e na TV, como a série “Se eu fosse você”, que será exibida pela Fox.

via: g1