“A noite tá perfeita, eu saio cazamigaloka/Joias, maquiagem, muito capricho na roupa/Versatilizando no estilo, com muito brilho”.

Assim começa “Gandaia”, single de Karol Conka, integrante de destaque da safra emergente de mulheres MCs do Brasil. Em comum, elas têm o sucesso em um gênero majoritariamente masculino e a opção por rimas mais felizes. O rap feminino brasileiro trocou a foice pela roupa justa e o rebolado. Para Lívia Cruz, Karol Conka e Flora Matos, mulheres MCs que ganharam projeção nacional, é possível dominar a vertente com a voz e o quadril.

Ao tirar as amarras da criatividade, elas encabeçaram um movimento contra a infelicidade (e a testosterona) – até então, requisitos do estilo. Em suas letras, há espaço para a versátil dor de cotovelo ou temas como amizade, balada e retratos de um cotidiano quase indiferente às desigualdades sociais ou a falta de amor em SP.

Distantes da militância, os temas supostamente banais, na visão das garotas, não domesticam o rap, mas o tornam acessível e plural. “No show que fiz em São Paulo, no Sesc, ano passado, vi na plateia homens, mulheres, crianças, meninas adolescentes e casais gays”, comenta Karol Conka. Elas são tão ecléticas quanto os novos fãs.

Veja a reportagem completa no G1: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/01/rap-feminino-brasileiro-prefere-cantar-felicidade-protesto.html