Eae manos e minas,

Barba chega na área para tocar na ferida!

Com certeza vocês já foram curtir um som da “Nova Escola” no youtube e se irritaram com os comentários dos “polícia do rap”, aqueles guardiões da canonicidade do ritmo que em suas prepotências possuem a missão de declarar o que é Rap e o que não é .

Primeiro isso não é exclusivo do rap, no rock tem gente falando que o new metal não é rock, no sertanejo tem comentário falando que só modão é sertanejo, no samba tem cara comentando que os novos não são bambas, portanto, esse tipo de troll está em toda parte e, no rap não seria diferente.

Já houve muito debate sobre isso e na sexta-feira, dia 8, em entrevista ao programa “Alta Frequência” da rádio BandNews FM, Mano Brown deu uma resposta digna de registro. Por isso estamos aqui para replicá-la:

“Acho que tem muita gente vivendo uma vida boa e querendo ouvir música de morte. O cara está lá na sua academia, ouvindo sobre violência na periferia. É um fetiche, uma curiosidade mórbida, mas a revolução não é isso. Revolução é nas pequenas e nas grandes coisas. Revolução não se faz apenas no rap. Você pode ser revolucionário sendo servente de pedreiro ou atendente de balcão de lanchonete”.

É acho que não preciso comentar nada, Mano Brown é Mano Brown.

Recomendo assistir a entrevista completa.