A apresentação marca o lançamento de seu 11º trabalho, “Mumm-Ra High Tech”

Os tempos mudaram. De ‘Peso Pesado’, début datado de 1992, até ‘Genival Oliveira Gonçalves’, de 2015, GOG, um dos maiores personagens da cena hip-hop do Brasil, não engessou suas produções nas fórmulas básicas do rap. O poeta do rap nacional, como é conhecido, sempre manteve em sua arte a funcionalidade que considera a mais virtuosa: ser um canal de denúncia, de conscientização e valorização das populações e da produção negra e periférica. Em ‘Mumm-Ra High Tech’, seu 11º disco, produção foco de show no Sesc Ipiranga, no próximo dia 20/11 (Dia da Consciência Negra), às 18h, o rapper segue sua trajetória, agora sob uma roupagem que mescla beats eletrônicos com batidas contemporâneas. A concepção literária e imagética do álbum marca esse novo show, que passeia pelos palcos teatrais, tomando numa roupagem mais cênica, dirigido por Carlos Laredo, com quem GOG fez um trabalho na Capital Federal, escrevendo a trilha sonora das Peças “Meninos da Guerra” e “Teto e Paz”.

“O Clássico e no novo possuem sim um campo amplo de diálogo. A música e a poesia são capazes de trilhar essa ponte e Mumm-Ra High Tech é prova disso”, diz GOG.

Algumas das amostras do novo repertório de ‘Mumm-Ra High Tech’ podem ser conferidas por meio do canal do Youtube do artista. As faixas “Escrevo Demais”, “Control S dor”, “Sopa”, “Universo Gueto” e “NegrAtividade” já ganharam videoclipes, todos com imagens produzidas na periferia do Distrito Federal, como na comunidade Santa Luzia, encravada no coração da Cidade Estrutural, a alguns quilômetros do centro das decisões de Brasília e a poucos metros do famoso lixão da Cidade Estrutural.

O “poeta do rap nacional”, como é conhecido, em seus quase 30 anos de carreira sempre defendeu a produção independente no hip hop. Inicialmente era B-boy. Sempre politizado. Militante incansável das “causas e das canções” que o comovem. Primeiro cantor de rap nacional a abrir o próprio selo e, por ele, produziu e lançou ótimos trabalhos seus e de outros importantes grupos do Distrito Federal e Região.

Para além do engajamento social, o compromisso com seu trabalho artístico e com os artistas que colocou no mercado, GOG tem um currículo extenso de estrada, com onze discos lançados e diversos prêmios. Aos 52 anos, tem a mente mais oxigenada e futurista que a de muitos MCs em início de carreira. Um dos resultados da maturidade do ritmo e poesia de Genival Oliveira Gonçalves é o DVD “Cartão-Postal Bomba!” gravado com a banda MPB-Black, com participações especiais do rap, além de artistas consagrados da Música Popular Brasileira, como Paulo Diniz, Lenine, Maria Rita e Gerson King Combo.

Em 2010, mostrou mais resultados de sucesso, como, por exemplo, o lançamento do livro “A Rima Denuncia”, em que conta, além da sua história de artista e militante, importantes marcos da cultura hip hop e algumas composições ainda inéditas.

Em 20 de novembro de 2015 lançou o décimo trabalho, GOG – Genival Oliveira Gonçalves com participações de Ellen Oléria, Dhy Ribeiro, Hamilton de Holanda e Zeca Baleiro, um dos discos mais elogiados do hip hop contemporâneo, inclusive por Chico Buarque.

Em 31 de agosto de 2017 é a vez de Mumm-Ra High Tech, décimo primeiro trabalho. Em setembro ocorreu a festa de lançamento e a gravação do dvd, com participações de AfroRagga, Thiago Jamelão, Rebeca Realleza e Thabata Lorena com lançamento em março de 2018. O espetáculo percorrerá o país e chega ao Sesc Ipiranga em São Paulo.