A Festa Metadinha fez dois anos ontem, 14/06/2017, mas para quem estava no evento de aniversário, que trouxe BK e Djonga, tenho certeza que se sentiram em uma daquelas festas tradicionais que vencem o tempo, com o diferencial  de ser um espaço aberto para o lado underground da cultura Hip-Hop.

Ano passado no dia 11 de fevereiro, o evento já tinha entrado para a história ao ser palco do último show do grupo Um Barril de Rap, no mesmo ano a festa teve mais uma edição dessa vez levando ao palco o rapper Menestrel. Ontem, a Metadinha foi coroada com um evento único com BK e Djonga dividindo o palco e ainda trazendo seus parceiros de caminhada JXNVS e FBC.

As últimas versões tinham ocorrido na Arena Futebol Clube de Brasília, um  espaço que não é tão grande e que não chegou a ficar lotado nas edições anteriores. Dessa vez os organizadores apostaram alto e escolheram o Espaço Secreto, um lugar amplo com ótima localização, o resultado não poderia ter sido melhor e a casa encheu.

Com o aumento no número de pessoas também vem o desafio da organização. Essa edição teve o diferencial de oferecer os ambientes pista e camarote. Ficamos um bom tempo em ambos e podemos dizer que a organização se superou. Não vimos e não tivemos problemas com segurança, acesso aos banheiros, caixas e bares. Apesar de algumas pessoas reclamarem do tempo que ficaram na fila, problema advindo do tamanho do público.

Djonga e BK – Foto: Pixelizando

No palco, que esteve sob o comando de LKS e Dimomo (TheGust Mc’s) os rappers e Dj’s que estiveram presentes não deixaram o público parado um minuto sequer. Rappers da capital, como Heitor Valente, Sampa e alguns integrantes do Thegust MC’s ainda fizeram uma rápida participação que o público aplaudiu.

BK e Djonga são um capítulo à parte, dividindo o palco e o show soltaram suas já consagradas músicas dos álbuns Castelos & Ruínas e Heresia, além de lançamentos e versos de outras músicas como Poetas no Topo e Atletas do Ano, com participação no palco de FBC e JXNVS.

O público foi outra atração cantando junto a todo momento e mantendo a vibe nas alturas. Tenho certeza que poucos saíram dali com a voz. O verso do Djonga ganhou vida:

“Tô igual Padre Marcelo É o público que canta nos meus shows…” (Djonga – Vazio)

E após o fim do show principal a festa continuou até de manhã. Com apenas dois anos a Metadinha se consolida entre as principais festas de Rap de Brasília. Todos saíram ansiosos pela próxima e conosco o sentimento não poderia ser diferente.

Vida longa Metadinha, Confira o Vídeo resumo logo abaixo:

Foto Capa: Pixelizando