O Sobreviventes de Rua acaba de lançar o seu mais novo single intitulado “Melanina“.

Em uma levada envolvente e beat pesado a letra vem romântica, mas sem cair no clichê “vagabundo tem uma dama” que tem dominado o cenário atualmente, pelo contrário, mesmo sendo uma pegada mais sentimental, o grupo não deixa de cantar a realidade e de levar a mensagem, tendo o cuidado de trazer o empoderamento negro e feminino.

Esse single já dá um gostinho do álbum que vem por aí e indica que será sem igual. Confere aí.

Sobreviventes de Rua

Sobrevivente De Rua (SDR) é um grupo brasileiro de rap e hip hop formado na Ceilândia, Distrito Federal, desde 1997. Com mais de 17 anos de história é formado por Buda SDR, Preto Beto, Rebeca Realleza e Henrique EXP atualmente.

sobreviventes de ruaAs letras de suas músicas falam sobre a realidade e denunciam a desigualdade social das periferias urbanas do Distrito Federal e entorno. Discutindo sobre o crime, maus tratos, preconceito racial e social, drogas, conscientização política e empoderamento da periferia e seus moradores, o grupo leva a cultura onde existe o descaso das autoridades governantes. Fortalecendo o rap como uma arma de luta e entretenimento.

O grupo Sobreviventes de Rua surgiu no final da década de 90 na cena do rap e hip hop brasileiro. Realizou gravações do primeiro álbum “A revolução dos humildes” em 2006. O álbum tornou-se bem conhecido, dando a oportunidade ao grupo de apresentar as suas ideias a um público mais extenso através de uma série de apresentações e shows. Nesse álbum as músicas “Os Correrias” e “A mão de Deus” tiveram um grande destaque e aprovação do público que já conheciam a trajetória do grupo, e dos que ainda não sabiam de sua existência.

Em 2014, após 8 anos sem lançar nenhum álbum, Sobreviventes De Rua lançou o CD “Aqui vamos nós”. Dentro desse álbum as músicas “Aqui vamos nós” e “Todos somos um” fazem referência a incessante luta do povo pelos seus direitos. O CD também traz poemas, sendo que esses são uma forte característica do grupo em seus shows.

Acometidos do uso de expressões periféricas das comunidades pobres, os integrantes têm o objetivo de comunicar-se com o público de juventude marginalizada em situações de vulnerabilidade. Discursa no combate à discriminação e à opressão a periferia e procuram empoderar os jovens na postura contra a submissão e a miséria em um processo de alto afirmação. Entretanto o grupo atua nas cidades com alto índice de violência dos direitos. Mesmo sem usar as grandes massas e não ter participação em grandes festivais pelo Brasil, o grupo vendeu durante a carreira cerca de 5 mil cópias de seus álbuns.

Comprometidos com a verdade e sem nunca deixar de lado suas origens o grupo apoia e desenvolve diversos projetos de inclusão social e entretenimento na comunidade. A convivência com as comunidades periféricas do Distrito Federal e entorno fez com que os ativistas do grupo passassem a desenvolver atividades voltados para populações pobres, dentre os quais realizaram e participam de projetos criados pela secretaria de Educação do Distrito Federal (Rap com ciência), com palestras em escolas sobre drogas, Estatuto da Crianças e do Adolescente (ECA), racismo, violência policial, entre outros temas.

Participaram nos anos de 2007 a 2010 de vários concertos filantrópicos em benefício de HIV positivos, campanhas de agasalho e contra a fome. Desenvolvendo no Centro de Atendimento Juvenil Especializado do Distrito Federal (CAJE-DF) trabalhos com rimas sobre a ECA. Gravaram o clip da música “A mão de Deus” junto com o movimento social (ASPCEL-SDR) Associação Social Pela Cultura, Esporte e Lazer – Sobreviventes De Rua. Entre diversos outros projetos.

O grupo já teve participações com vários grupos de renome do senário nacional,  como, Viela 17, Realidade Cruel, Tropa de Elite, Atitude Feminina entre outros.

Em 2016 entra em estúdio para produzir o terceiro disco, antes será lançando dois single “Melanina”e “Mais Amor”.

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